Vamos navegar?

16:58 Apontamentos

Confesso que, quando me abordaram para a colaboração num blog, senti o convite como um barquinho numa forte tempestade. No mundo da blogosfera, impera a visão dos (tubarões) colunáveis e as opiniões dos comuns peixinhos tendem a ser desviadas da leitura dos internautas, como se a débil madeira, retomando a analogia do barquinho, cedesse à inundação por posições mais visíveis. 

De facto, o projecto extravasa a importância que nos possam dar e localiza-se na envolvência que queremos incutir a quem ler as palavras que aqui nadarem. Como jovem socialista e perspectivando a pujança da juventude como um sinal de mudança, dir-te-ei para pensares sempre que o teu barco só vai pela maré que tu decidas atravessar. O meu barco nasceu neste texto e espero que o teu se edifique celeremente, para que saibamos conjuntamente valorizar a imponência de um cruzeiro, a velocidade de um iate e a força viva de barcos mais vulgares. E, independentemente dos outros marinheiros que auxiliem ou te enfrentem, és tu que constróis o teu barco e o conduzes, és tu que ditas a água em que te queres situar. E afinal, “há mais marés que marinheiros, não é assim”?

Então, vamos navegar?

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