Sobreviver não é viver…

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Eutanásia é a prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida por um especialista.

Existem dois tipos de eutanásia:  A “eutanásia activa” é planeado e negociado entre o doente e o profissional que vai levar a termo o acto de por fim à vida, e a  ”eutanásia passiva” que não provoca deliberadamente o fim à vida, mas com o passar do tempo, conjuntamente com a interrupção de todos e quaisquer cuidados médicos, farmacológicos ou outros, o doente acaba por falecer. 

Na minha opinião o doente deve ter a possibilidade de escolher entre pôr fim ao sofrimento, ou ir “sobrevivendo”.

 Eu acredito que a  eutanásia, seja o caminho para evitar a dor e o sofrimento de pessoas em fase terminal ou sem qualidade de vida. Quando uma pessoa passa a ser prisioneira do seu próprio corpo, o medo de ficar só, de ser um “fardo”, e depender  sempre de alguém para “tudo”, não é modo de vida, é desgastante e de um enorme sofrimento viver assim, tanto para o doente, como para os seus familiares e amigos.

Sabendo que no fundo tudo terminará com a morte lenta e delorosa, porque a eutanásia é ilegal, e segundo as leis todos temos de viver seja lá de que maneira for…

 

Ana Marta Silveira

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