Se Newton fosse Político…
Abril 13, 2009 11:05 Apontamentos“Para cada acção há uma reacção” Sir Isaac Newton. Esta é talvez, uma das verdades incontestáveis do Universo. E o interessante é que podemos aplicar a terceira lei de Newton a praticamente tudo! Pois bem… Decidi que hoje a ia aplicar à política, aos jovens e aparentemente à sua relação de desinteresse mútuo.
Existem estudos que apontam os media como uma das causas deste desprendimento político. O facto de hoje em dia os meios de comunicação (particularmente a televisão) terem um importante papel na educação dos jovens e na formação da opinião pública, e o facto do conteúdo televisivo ser pouco pedagógico (dando-se muita importância às séries televisivas de carácter fútil e superficial) fazem com que talvez essa seja umas das causas dos jovens não se preocuparem com o panorama político. Porém, a descredibilização dos dirigentes políticos e da própria política em si faz também com que a relação entre os jovens e esta não seja das melhores. Não posso deixar de me referir também aos pais e à sua função enquanto pedagogos. O interesse de um jovem sobre as causas sociais não é ganho de um dia para o outro, é uma aprendizagem feita em conjunto com os progenitores desde cedo até com uma simples conversa ao jantar sobre a actualidade.
Sejamos sinceros, as associações de estudantes do ensino secundário não têm o mesmo peso e valor que tinham há uns anos, sobretudo pelos seus dirigentes acharem que o movimento associativo e a mobilização estudantil é coisa do passado e que uma associação serve apenas para organizar festas.
A política deve chegar aos jovens de forma imperativa e cativa-los, demonstrando-lhes o quão nobre a verdadeira política é.
Newton tinha razão sobre aquela coisa das acções desencadearem reacções. Desinteresse da política pelos jovens = Desinteresse dos jovens pela política.
Talvez a solução seja aplicar um pouco de física às “politiquices”
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Igor Carvalho












13 de Abril de 2009 às 23:51
Concordo em pleno com o terceiro parágrafo: o associativismo juvenil e estudantil (infelizmente não só no Básico e Secundário) tem vindo a perder relevância política e social, tendo cada vez mais o papel de social match-maker e social calendar do que propriamente a defesa directa dos direitos e interesses da comunidade educativa.
É essencial o envolvimento dos estudantes na politica activa, para no futuro (próximo) tomarem as rédeas, tanto a nível local, regional, nacional e europeu, seja de uma forma activa ou passiva, como “governo ou oposição”.
Bom post!