22 de Abril de 2008 às
17:24
João Roque
No dia das Primárias da Pennsylvania, a Senadora de Nova Iorque, Hillary Clinton, proferiu durante uma entrevista ao programa Good Morning America, a seguinte afirmação: “Eu quero que os iranianos saibam que se eu for presidente, eu atacarei o Irão. (…) Nos próximos 10 anos, durante os quais eles podem considerar o lançamento de um ataque a Israel, nós seríamos capazes de obliterá-los totalmente”.

É um claro sinal das políticas partidárias opostas que, mais uma vez Clinton toma. Já aquando das resoluções Senatoriais, Hillary Clinton votou a favor de uma resolução armada do conflito. Agora, veio retrair o seu voto. Este tem sido um dos estandartes da campanha Obama, devido a Barack ter sido sempre inflexível em relação ao Iraque: fim diplomático e nunca armado.
Agora, um novo alvo: Irão. As constantes provocações dos dirigentes políticos e religiosos deste País já começaram a causar irritação à candidata Democrata. Já ficou o aviso: se for Presidente, atacará em grande escala o vizinho do Iraque. Resta-nos esperar e ver se o eleitorado americano deseja a Paz ou ainda a Guerra.
O destino de Clinton nestas Primárias enfrenta hoje mais uma dura etapa. Ou se fica por aqui ou prolonga o seu possível sofrimento, visto que Obama continua a aumentar a sua vantagem.
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22 de Abril de 2008 às
00:23
João Roque
Estamos a menos de 24 horas do fecho das Assembleias de Voto Democratas na Pennsylvania, as campanhas dos Senadores Obama e Clinton estão em confronto directo. Mas o que podemos esperar daqui?

É quase garantido que Hillary Clinton sai vencedora da maior parte do Estado mas Barack Obama vence nas cidades com maior população, dando a Clinton uma vitória moral, mas consolidando a sua vantagem em termos de delegados para a Convenção Nacional Democrata. É quase uma causa perdida, a de Clinton.
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18 de Abril de 2008 às
12:18
João Roque
Surpreendendo os Sociais Democratas e a vida política nacional, Luís Filipe Menezes, recente líder do PSD, demite-se, alegando, pela sua honra e dignidade, não poder fazer mais cedências. As directas partidárias estão aí à porta, já com Aguiar Branco confirmado e possivelmente também Passos Coelho e inclusive Menezes e Santana Lopes. Manuela Ferreira Leite ainda não se manifestou. Porém, os seus apoiantes já expressaram a sua vontade de a verem como nova líder do Partido, a sensivelmente um ano de eleições autárquicas e legislativas.

Será esta uma manobra para trazer mais atenção ao Partido e fortificar, aos olhos do País, o novo líder resultante das directas? Se é esta a estratégia de Menezes, foi uma má escolha, enfraquecendo ainda mais um Partido que, mesmo dentro das suas fileiras, vê-se frágil e débil para as próximas eleições.
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11 de Abril de 2008 às
14:26
João Roque
As políticas socio-económicas das Administrações Republicanas estão marcadas, desde Nixon, de crises. É quase seguro afirmar que Eisenhower foi o último Republicano a terminar o seu mandato com um índice de popularidade superior ou igual ao que iniciou mandato.

George W. Bush: um mau Presidente ou um membro influenciável? Walker Bush foi Governador do Texas de 1995 a 2000, tendo sido considerado um sucesso. Qual a razão para uma série de más decisões e comentários aquando da sua Presidência? Desde Karl Rove a Dick Cheney, aos escândalos com o General Powell, Condoleza Rice e outros membros da sua Administração, é seguro afirmar que existe um padrão que demonstra a fraca personalidade e posição deste Presidente. Cedeu às pressões dos Lobbies? Sim.
Geriu mal a questão da Guerra? Óbvio, mas porquê? A economia americana é gerada através de uma balança comercial extremamente frágil e sempre negativa, apenas ligeiramente igualada aquando da entrada em acção em larga escala das Indústrias de Guerra. Terá sido esse o motivo? Mesmo assim, mesmo após os dados positivos de crescimento de 2001 até 2005, graças ao rearmamento das tropas norte-americanas no Afeganistão e Iraque, os Estados Unidos da América estão à beira da crise.
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7 de Abril de 2008 às
11:41
João Roque
Mark Penn, o principal arquitecto por detrás da Campanha Clinton e conhecido como General de Clinton, anunciou a sua demissão após severas criticas contra si terem sido lançadas nos devido a contactos que manteve durante as semanas anteriores com o Corpo Diplomático Colombiano sobre uma possível estratégia política de Clinton para o Tratado de Livre Comércio entre os dois países, mesmo após a rejeição da ideia pela Senadora.

Para tomar o seu lugar, Geoff Garin e Howard Wolfson tomam as rédeas da campanha. Não são esperadas grandes alterações visto que estes dois estrategas eram o braço direito de Penn.
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3 de Abril de 2008 às
10:00
João Roque
Até que ponto irão as coisas mudar na região africana do Zimbabwe? Robert Mugabe, democrático apelidado apenas por ele próprio, visto como um tirano pela comunidade civil internacional, ignorado pela comunidade diplomática mundial, governou de forma opressiva aquele país durante 5 mandatos consecutivos e legitimamente (inserir “alegadamente” aqui…) ganhos.

Durante o seu Executivo, o Zimbabwe lutou contra graves crises económicas e grandes subidas da inflação, a um ritmo de 300% por mês. As políticas de estabilização de Mugabe foram amplamente criticadas, principalmente a apropriação de fazendas e a sua nacionalização, o que agravou a situação.
Os Direitos Humanos e a Censura Política sempre foram dois pontos críticos da sua Presidência, assuntos nunca resolvidos, desde 1980 até hoje. Agora, cabe a Morgan Richard Tsvangirai, no caso de Mugabe respeitar em pleno os resultados eleitorais e se afastar, de liderar este país africano rumo a uma nova direcção.
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1 de Abril de 2008 às
17:47
João Roque

Fala-se na comunidade internacional que Robert Gabriel Mugabe, actual controverso Presidente do Zimbábue, está a ponderar deixar o cargo que detém já por 5 mandatos seguídos e reconhecer a derrota nas eleições presidenciais que ocorreram no fim-de-semana passado. Mais brevemente.
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